Blog de análise do mundo contemporâneo, nos aspectos econômico, social, cultural e tecnológico
domingo, 9 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Tempos pós-modernos!
Vejam a notícia ao lado, no Financial Times de hoje.
Não dá para pré-julgar o Deutsche, afinal precisa haver uma investigação.
Mas, seguramente, dá para dizer que, nesses tempos pós-modernos — dos quais um dia vamos nos lembrar torcendo o nariz — ficou muito comum nas corporações, em escala mundial, o acobertamento, a manipulação.
A Enron que o diga! Suas práticas heterodoxas de construção de resultados são a marca desta época!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Prêmio "Visão Estratégica"
Sem dúvida, o Prêmio "Visão Estratégica" vai para a Gol, com méritos indiscutíveis!
Vejam a sequência da imagens ao lado:
- a primeira do Estadão de 11/10;
- a segunda do Valor de 18/10;
- e a terceira aparece no Estado de 24/11!
Elas refletem processo decisório bem estruturado e decisões bem fundamentadas.
Excelente roteiro para um episódio de "Os trapalhões".
Os passageiros agradecem!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Obama sabia?
A questão é explosiva!!
O FBI vinha investigando há meses e Obama não sabia?
Se sabia, porque não falou?
Para não prejudicar sua reeleição?
Se isso for verdade, o próprio resultado da eleição pode ser questionado na Justiça.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Tempos difíceis para o negócio de seguros

A resseguradora Munich Re (maior do mundo) já descobriu há algum tempo (sentindo no bolso) que se acelera o ritmo dos acidentes naturais em todo o mundo. E, complemento, assim deve ocorrer pelo menos até 2018. Ao lado matéria a respeito no Valor de 02/02/2012.

Agora, com o Sandy, as seguradoras que operam no US enfrentam um problema adicional: as autoridades do setor o classificaram como um ciclone pós-tropical, em vez de um furacão. Nesse caso, serão maiores as indenizações aos moradores das regiões atingidas (FT de hoje)
Tempos difíceis!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O problema com as estatísticas oficiais!
As estatísticas oficiais podem esconder problemas. É o que suponho estar ocorrendo com as estatísticas de desemprego do governo Obama, "bonitas na foto".
É preciso verificar e questionar todas as hipóteses e critérios de cálculo.
O Business Insider apresentou hoje o gráfico ao lado, que parece mais realista, mostrando ser esta a mais longa e intensa recessão no pós-guerra.
domingo, 28 de outubro de 2012
A cultura dos artifícios e manipulações
Na Folha de hoje, o jornalista Jânio de Freitas retrata muito bem um tema sobre o qual já falamos aqui: a absoluta desorganização, falta de visão, falta de método e até uso de artifícios a caracterizar a ação da mais alta corte brasileira.
E se é assim no Supremo, imagine no resto!
Não venham os partidários de uma ou outra corrente política dizer que isso é uma exceção, que se trata de perseguição política, porque não é. É desorganização mesmo!
Reflexo do que? Ora! Da própria cultura brasileira: Grandes idéias, conceitos avançados, discursos eloquentes, todos os envolvidos aparecendo bem na foto, mas execução de 5a. categoria!!
Não é só no governo e nos outros poderes, não: também na vida privada é assim (basta assistir a uma reunião de condomínio!). Um total esculacho!
Em muita coisa importante, o Brasil se esquece de que não é mais uma colônia!
Continua a raciocinar como uma, portuguesa por sinal, o que francamente não ajuda em nada! O problema do país não é ideológico ou partidário. É de incompetência mesmo!! Generalizada e em todos os níveis!
A propósito, enquanto escrevia este post, fui interrompido por várias quedas de energia. É a ocorrência de no. 70 (contagem aproximada), só neste ano de 2012, e aqui no quarteirão, na maior cidade do país. Desta vez por quase duas horas. Basta dar uma chuva e os transformadores da região começam a explodir. Mais um sintoma do que falamos acima.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Evoluem as aspirações dos chineses.
Com a desaceleração da economia, há, nas grandes cidades, enormes contingentes de recém-formados em busca de emprego.
Começa a despertar interesse a carreira de servidor público.
O Financial Times de hoje fala na esperada inscrição para qualificação de mais de 1,5 milhão de pessoas.
Vamos acompanhar.
domingo, 21 de outubro de 2012
A sensacional ideia de Anatole Kaletsky!
O Prof. Belluzzo apresentou, em excelente artigo, como sempre, na revista CartaCapital (17/10), a sensacional ideia de Anatole Kaletsky, ex-editor do Times de Londres e hoje na Reuters, resumida abaixo.
Quem acompanha, sabe que o quantitative easing do Dr. Bernanke não resolve, apenas compra tempo.
O seu "modelito" é disponibilizar recursos muito baratos (e quem acaba pagando por isso é o contribuinte) no mercado de títulos, para que os bancos financiem a produção e o crédito, reativando a economia.
Só que os bancos não costumam fazer isso, preferindo liquidar seus recursos mais caros, substituindo-os pelos novos, mais baratos. Com isso, eles acabam até diminuindo de tamanho, mas saem de situações de muito risco, em que hoje estão mergulhados.
"Imagine”, diz Kaletsky,"o Federal Reserve decidir usar os 40 bilhões, agora destinados ao mercado de títulos, para depositar todos as meses 130 dólares nas contas das familias e das empresas até que a economia se aproxime do pleno emprego... ".
É uma idéia simplesmente genial! Mas há muita resistência em aceitá-la, nos meios políticos, da administração pública e grupos de lobby. É necessário que toda a sociedade civil, em nível internacional (sim, porque a dimensão do problema é planetária), se conscientize disso e se mobilize no sentido de espalhar a sua implementação em todas as áreas em crise, zona do euro inclusive.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Nem todos se beneficiarão de um reequilíbrio chinês!
No
jornal Valor de 13/09, Michael Pettis faz uma brilhante análise sobre o futuro
da China e suas consequências.
O
Professor sabe do que fala: além de sua reconhecida competência, passa lá boa
parte do seu tempo.
Destaco
alguns trechos do seu texto:
1)
O crescimento econômico chinês está perceptivelmente em desaceleração...A
maioria dos analistas não acredita nos dados oficiais. O crescimento do uso de
energia e o consumo de energia elétrica neste ano ficaram entre inalterado e
negativo, sugerindo que o crescimento real da economia chinesa é
substancialmente menor do que indicam os números oficiais. Alguns economistas
argumentam que o crescimento real da China pode ter ficado na metade das
taxas oficiais;
2)
Os níveis de endividamento aumentaram drasticamente e há muitos anos o
investimento não gera mais retorno suficiente para cobrir o serviço
correspondente da dívida. Os investimentos, porém, têm sido a única fonte
importante de crescimento há 30 anos. A China defronta-se com o problema de que
mais investimentos produzirão uma crise de endividamento, e menos
investimentos resultarão em redução acentuada do crescimento;
3)
O crescimento bem mais rápido do consumo deverá ajudar a resolver o
problema, mas sendo a participação do consumo chinês no PIB pouco superior a
metade da média mundial, levará muitos anos para que o consumo possa crescer
suficientemente para substituir o investimento como motor de crescimento da
economia;
4)
A chave para aumentar o consumo é aumentar a participação da renda familiar
no PIB, que é muito inferior à de qualquer outra economia no mundo. Elevar
a parcela de renda familiar no PIB requer aumentar os salários na China,
valorizar o yuan e, o mais importante, reduzir o imposto oculto que as famílias
implicitamente pagam às instituições que lhes tomam dinheiro emprestado a juros
artificialmente baixos;
5)
Infelizmente, a taxa de crescimento dos investimentos chineses precisará cair
durante muitos anos, antes que a participação da renda familiar no PIB seja
suficientemente elevada para que o consumo substitua o investimento como motor
do crescimento;
6)
...o que a economia mundial necessita da China não é
maior crescimento do PIB, porém mais demanda líquida. O reequilíbrio chinês
proporcionará exatamente isso, apesar de que, de início, será difícil baixar a
taxa de poupança tão rapidamente quanto a taxa de investimentos. Isso implica
que o superávit comercial chinês provavelmente crescerá durante um ano ou dois,
antes de começar a cair, e assim contribuirá para o crescimento mundial;
7)
Mas nem todo mundo se beneficiará de um reequilíbrio chinês. À medida
que a China reduzir a taxa de investimentos, os preços das commodities minerais
deverão cair acentuadamente. Isso é bom para a maioria dos países, mas irá
impactar negativamente países produtores como a Austrália e o Brasil, que
“engordaram” devido ao excessivo investimento chinês;
8)
Os preços de uma série de metais já caíram drasticamente, refletindo
preocupações diante da desaceleração do crescimento chinês, mas ainda há um
longo caminho descendente para as cotações....os produtores de commodities
em todo o mundo não parecem ter acompanhado o debate na China tanto quanto
deveriam. Em minhas discussões com altas autoridades nos setores de commodities
no Brasil, Austrália, Peru, Chile e até mesmo na Indonésia, parece-me que
muitos produtores não estão cientes de quão dramaticamente o consenso mudou nos
últimos dois anos na China. Eles não entenderam a profundidade dos
problemas estruturais chineses e como Pequim agora se preocupa com isso. A
preocupação no âmbito da elite chinesa pode ser mais bem exemplificada pelo
crescimento extraordinário da fuga de capitais da China desde o início de 2010.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Automation coming!
Olha aí, pessoal! É a automação chegando! (Financial Times de hoje).
É uma onda muito forte!
Daqui a 10 anos, o desemprego poderá ser um problema mundial.
O texto ao lado diz que as empresas na China estão sendo forçadas a buscar a automação, por escassez de mão-de-obra! Acho que a história não é bem essa.
Dizer que "está sendo forçado" é só um jeito politicamente correto de passar a ideia.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A equação não está fechando!
É o que falávamos no post de 30/09.
Corporações buscam produtos cada vez mais sofisticados.
De outro lado, o desemprego tende a crescer, seja pela crise, seja pela automação, que vem forte.
A equação não está fechando!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Ambivalência americana
No Financial Times (01/10), matéria sobre a ambivalência americana com relação a investimentos chineses no seu território.
Seria apenas um movimento eleitoral o bloqueio do Presidente Obama ao investimento de uma companhia chinesa no Oregon, alegando questões de segurança nacional?
Ou seria uma atitude americana mais consistente, elevando as tensões entre as duas potências?
Vamos acompanhar.
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