domingo, 30 de setembro de 2012

Jogo difícil!

As grandes corporações que se cuidem!

O jogo está ficando cada vez mais difícil para elas!

De um lado, a incorporação de novas tecnologias ao produto final gera versões mais sofisticados e caras.

Também a automação crescente dos processos produtivos garante produtividade crescente e previsibilidade, com a eliminação de vários tipos de risco.

Mas a automação gera desemprego, também reduzindo a necessidade de especialização em muitas partes do processo.

E o desemprego gera redução de demanda, um círculo vicioso portanto.

Novo Estado à vista?

Como falei, em post anterior, os catalães não costumam brincar em serviço! São determinados.

A questão é antiga, mas agora as diferenças começam a incomodar muito.

Vários outros estados nacionais devem surgir na Europa em crise.

Vamos acompanhar. 

(foto ao lado é do Estadão de hoje)

domingo, 23 de setembro de 2012

Como queríamos demonstrar!

Ainda em out/2011, alertamos sobre os mirabolantes planos de quase todas as montadoras, querendo vir para o Brasil ou aumentar a produção por aqui.


Escrevi na ocasião: "Estão achando que o mercado no Brasil é um moto-perpétuo".


Agora, quase um ano depois, uma consultoria internacional "descobre" esse problema! Thank you!

(ao lado, matéria a respeito no Estadão de 20/09).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tensões à vista!

Para registro, nos próximos 30 dias, deverão se intensificar, em várias regiões do mundo: manifestações, rebeliões, revoltas e confrontos.
(ao lado, no Estadão de hoje, manifestações dos catalães, que, diga-se, "partem pra cima" e não costumam brincar em serviço).

Em 3 ou 4 anos, podemos ter um novo mapa surgindo na Europa.


Também tensões entre países deverão se elevar (pelo menos China, Japão, US, Líbia, Iran, Israel estão na lista de candidadtos).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Economia chinesa em declínio?


No Financial Times de hoje, o alerta: "Trade numbers expose China
weakness".

Exportações crescendo a um ritmo menor que o esperado e importações caindo.

Estamos recorrentemente, neste blog, assinalando a dependência brasileira do bom ritmo da economia chinesa, o que por si só já é um ponto de preocupação.

Além disso, pesa a fragilidade dessa dependência, tendo em vista  a sua forte concentração em commodities, agrícolas (com um pouco mais de fôlego) e minerais (já em sensível declínio).

No front interno, o "modelito" brasileiro de crescimento foi erroneamente baseado em incentivo ao consumo (via expansão do crédito, este muito caro), consumo concentrado em eletrônicos (que oneram a balança comercial, e com péssimos serviços de telefonia, prestados por empresas sem nenhuma estrutura para a expansão) e veículos (despejando centenas de milhares de automóveis e assemelhados em cidades e regiões sem nenhuma estrutura viária e rodoviária).

Para completar o quadro, grande marola e concentração de esforços em um pré-sal que, cada vez mais, demonstra não ser tudo isso, em um contexto mundial de fortes investimentos em fontes alternativas de energia, novas tecnologias de obtenção etc. etc.

E o mais incrível, esquecendo completamente de uma atividade vital para a economia, o abastecimento de combustível. A Petrobrás consegue o "galardão" de ficar por mais de 30 anos sem inaugurar uma refinaria sequer. E o pró-álcool? Também caiu no esquecimento.

E a nossa balança comercial é novamente onerada, pois o país necessita importar gasolina e álcool para movimentar sua frota em forte expansão.

Conclusão? Tudo errado!!





sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Congratulations, Hillary! you´re not wrong at all!

Afinal, operam aqui no país, muitas quadrilhas, principalmente na política, detentoras de grande know-how e capazes de acrobacias inimagináveis!! Com fumaça e sem fumaça, inclusive!!

Parece justa a homenagem de Hillary!

(ao lado, nota a respeito da "gafe" (?) na Folha de 06/09).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Petrobrás: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Como já temos alertado em várias postagens, uma coisa é dar foco no pré-sal. Outra coisa completamente diferente é esquecer de todo o resto (refino e abastecimento, por exemplo).


A Petrobrás fez as duas coisas!! 


Vejam ao lado matérias a respeito na Folha de hoje.
Isso vai provocar uma expressiva necessidade de importação e desequilibrar as contas externas do país.

Além disso, mas não menos importante, o pré-sal não é tudo isso. Muito oba-oba e celebração encima de uma aposta questionável, no melhor estilo brasileiro!


Ainda que a extração no pré-sal seja eficiente, econômica e em grandes volumes (o que, repito, é pouco provável), a Petrobrás esqueceu que muitos outros países estão buscando fontes equivalentes ou alternativas de energia. Entre 5 e 10 anos, a demanda internacional por óleo cru vai cair consideravelmente. Aí a Petrobrás vai exportar para quem ??

Isso vai custar muito, muito caro para o contribuinte brasileiro!! Além de ser um exponencial exemplo da incapacidade nacional em planejar e ser eficaz!!


O "estranhamento" China x EUA cresce em intensidade!


Força naval do US mostra presença no Mar da China.

Ao mesmo tempo, China alerta o US para não se intrometer em disputas territoriais (no caso, entre China e Japão)

Ao lado, duas notas a respeito no Financial Times de hoje.

Nos próximos meses, até dez/12, essa tensão pode se elevar muito! Vamos acompanhar!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Esquecimento" estratégico da Petrobrás custa caro ao país!

Em vez de praticar "planejamento estratégico", a Petrobrás praticou "esquecimento estratégico" ao ficar 30 anos (pasmem, desde o governo Figueiredo!) sem inaugurar nenhuma nova refinaria, seja de gasolina, seja de diesel.


Ficar agora tentando correr atrás do prejuízo chega a ser patético! (ver ao lado matéria sobre o assunto na FSP de hoje).


Este é mais um contundente exemplo da incapacidade nacional de planejar, qualquer coisa que seja!


Em nossa postagem de 05/08/2012 ("Barril de Pólvora"), demos mais detalhes sobre o assunto:




Mesmo sem fazer uma análise aprofundada, é possível ver o tamanho do enrosco em que a Petrobrás se meteu, decorrente única e exclusivamente de suas próprias ações ao longo do tempo.


Na sua estrutura organizacional, além de outras, há duas áreas importantes: 1) a de Exploração e Produção de óleo bruto; 2) a de Abastecimento, que assegura o suprimento de combustíveis para o mercado interno.


Enquanto a primeira teve resultado positivo no 2o. trim deste ano, de R$ 10,7 bi (e de certa forma prejudicado pela queda do preço do barril no mercado internacional), a segunda teve forte prejuízo (R$ 7,0 bi), neutralizando quase que totalmente o esforço da primeira área.


Por quê?



Porque a Petrobrás não tem estrutura própria de refino suficiente para atender o aumento da demanda de combustíveis observado nos últimos anos, o que a obriga a importar gasolina (cerca de 15% do que coloca à disposição do mercado interno), diesel e, pasmem, inclusive álcool (cuja produção ficou "a cargo" do setor privado, que acabou não investindo o planejado, principalmente em razão da crise mundial a partir de 2008)!


Como o Real se desvalorizou em relação ao U$, essa conta ficou explosiva, gerando o prejuízo citado.


O mais espantoso é ver que a Estatal parece ter deixado de se preocupar com refino de gasolina, não inaugurando nenhuma refinaria por mais de 30 anos (isso mesmo, desde a época do Governo Figueiredo!).


A duras penas, não se sabe quando, deve entrar em operação a Refinaria Abreu e Lima, a um (módico) custo três vezes maior que similar internacional. (ver matéria acima, Estadão de 05/08)


Isso configura uma total inépcia para o raciocínio estratégico (e principalmente de contingência), para a articulação de ações com os Governos Estaduais e Federal e para a operação eficaz (que é um conceito muito diferente de uma mera operação eficiente).


Em conclusão, em vez de Planejamento Estratégico, a Estatal cometeu "Esquecimento Estratégico".


Quem vai pagar essa conta??


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O despreparo dos ministros do STF!

Vale destacar os tropeções dos ministros da Corte Suprema brasileira neste julgamento do chamado "mensalão", como o fez o grande jornalista Janio de Freitas na Folha de 28/08.


Não preciso nada mais do que transcrever alguns trechos do seu excelente artigo, como a seguir, para alertar e demonstrar que o maior problema do país não é ideológico ou programático, político ou técnico. O maior problema do país é a sua incompetência e o seu despreparo, qualquer que seja o tópico em análise.


"A confusão inesgotável que foram os votos dos ministros Rosa Weber e Luiz Fux, durante as duas horas e meia mais longas entre todas as horas de 15 sessões desse julgamento, foi mais do que exaustiva. Foi de afastar, para sempre, todo espectador que não tivesse o dever funcional de submeter-se à exasperação."


"Os dois não falaram nem para os outros "especialistas" que são os seus colegas: mesmo o presidente do STF, Ayres Britto, de cuja inteligência e conhecimentos jurídicos ninguém duvidaria, precisou de esclarecimentos adicionais para anotar o que, afinal, seriam os votos."


"Pode ser que haja alguma razão cabalística para que alguns ministros tenham o voto por escrito, mas, em vez de lê-lo, passem a descrever durante horas, pelo modo mais tortuoso, o que abordam em suas redações."


"Esses mesmos ministros não sabem ler o que escreveram com suas equipes. Tropeçam nas palavras e brigam com as frases quando precisam ler um trecho. Bem que podiam ensaiar um pouco."

domingo, 26 de agosto de 2012

Sobre segurar obras!

A manchete da Folha causa espécie! 

Governo não precisaria criar estatal para segurar obras.

Já vem, com muita competência, "segurando" obras.

Vejam abaixo.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Confronto de velocidades: China x Brasil

Para darmos uma idéia do que é velocidade para a China e do que é para o Brasil, basta ilustrarmos com o caso da Exportação de Bens e Serviços (em dólares correntes, dados do World Bank):


Em 1982, ambos os países estavam no mesmo patamar, exportando praticamente igual montante (algo como US$ 22 bilhões).


Em 2011, o Brasil exportou US$ 294 bilhões, isto é, 13 vezes mais. E a China? Bem esta exportou simplesmente US$ 1.753 bilhões ou 80 vezes mais!!


Em resumo, eles fizeram em 30 anos o que talvez demoremos 144!

Quando eles falam em Reforma Tributária, eles fazem! Não ficam empurrando com a barriga para o governo seguinte! Vejam acima a nota de Robin Bew, editor do Bureau de Inteligência da Revista Economist: já no mês que vem, um piloto de tributação mais avançada (baseado em Valor Adicionado) será levado para Beijing. 

O objetivo da nova tributação? Não, não é aumentar a arrecadação e fazer a "farra do boi" nas despesas governamentais, como aqui! O objetivo é fortalecer o mercado interno!!


Enquanto isso, por estas bandas, para julgar o tal mensalão, os ministros do STF, cujos salários são pagos pelo contribuinte, se perdem em discussões intermináveis, votos de 1000 páginas e guerras de vaidades!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

China x Japão

Para registro, comentamos há dois dias neste blog sobre a tensão "China x Japão" e sua possível progressão em escala geométrica.


Gideon Rachman fala sobre isso hoje, no seu blog no Financial Times. Enxerga inclusive a possibilidade de envolvimento do US.


Também acentua que, segundo o especialista Graham Allison, é possível, e até mesmo provável, ao longo dos séculos, que um poder emergente acabe em guerra com o establishment (país ou grupo de países até então hegemônicos).


Vamos procurar acompanhar mais de perto.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Divergências seculares

Ao lado, uma nota publicada no Valor de hoje, sobre tensão entre China e Japão.


Assinalo que isso tem força para crescer em escala exponencial. As divergências não são nem pontuais, nem tampouco recentes. São seculares!


O que é novo é o crescimento do poder chinês. Uma de suas manifestações é o nacionalismo, habilmente manobrado pelo governo e buscando resgatar o orgulho nacional, ferido por várias vezes nos últimos 2 séculos.


De resto, outros países da região (Mar da China) também têm pendências a resolver, entre si e com China e Japão.
A conferir.